Queridos irmãos, o novo ano já começou e com ele vem uma pergunta: O que queremos fazer neste ano?
Bem sabemos, que o ano passado foi difícil em muitos aspéctos e, sabemos também, que a passagem de ano não é um gesto mágico que apaga tudo que não gostamos no ano anterior. Não mudamos as coisas apenas virando uma página no calendário. É necessário muito mais do que isso.
Queridos irmãos, estamos iniciando mais um ano no calendário litúrgico. Este é um tempo de fazer um sério exame de consciência, para saber se estamos sendo generosos com o Senhor, que antes, já o foi conosco.
Nosso Deus confia, a todo momento, seus bens a nós de acordo com nossas capacidades. Somos todos convocados a trabalhar com generosidade, para multiplicar os talentos depositados em nossas mãos.
Queridos irmãos, Jesus nos conta em Mateus 22,1-14, a contundente parábola da festa das bodas.
O Mestre Jesus, compara o Reino dos Céus como um banquete que o rei prepara, por ocasião do casamento do seu filho.
Queridos irmãos, o banquete, expressa alegria, confraternização, amizade, celebração de uma conquista, uma vitória, um verdadeiro encontro de família, irmãos e amigos.
Todos gostamos de festejar, faz parte da nossa vida humana. Jesus sabendo disso, compara o Reino dos Céus com um banquete de bodas.
Queridos irmãos, certa vez Jesus disse a Simão: “Avança para as águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca” (cf. Lc 5,4ª).
Simão estava cansado e desanimado, pois havia trabalhado a noite inteira e nada pescou, mas em atenção à Palavra de Jesus ele lançou as redes e para sua surpresa e alegria conseguiu pescar tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam (Cf. Lc 5, 6).
Queridos irmãos, quando os discípulos estavam em desconforto dentro da barca que era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário, Jesus foi ao encontro deles pelas três horas da manhã, a hora do socorro de Deus (Cf. Mt 14, 24 - 25).
Jesus andava sobre o mar, que na visão dos antigos era o lugar desconhecido e que concentrava as forças do mal. Jesus pisa sobre o mal e o inimigo não tem poder sobre ele e nem sobre sua Igreja (Cf. Mt 16, 18).
Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’ ( Mt 10, 6-7).
Queridos irmãos, o conteúdo da nossa vida cristã e de toda a comunidade missionária é o Reino dos Céus. Jesus várias vezes, em vários lugares e para várias pessoas anunciou a proximidade do Reino.
Quando enviou os doze Apóstolos, Ele fez este pedido: “Anunciai que o Reino dos Céus está próximo”.
Este pedido é feito a nós também, pois, o Reino dos Céus, sempre estará próximo de todos, em todos os tempos da história.
Queridos irmãos, Deus estabeleceu uma aliança de amor com o povo no Monte Sinai e pediu para Moisés orientar o povo para permanecer fiel a esta aliança.
“Portanto, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra.
E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” ( Ex. 19, 5-6ª).
Esta aliança de amor, que nos torna uma nação santa, teve sua plenitude em Jesus Cristo. Ele, o Verbo Encarnado, é a manifestação de amor do Pai com a humanidade.
“Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna” ( Jo 3,16).
Queridos irmãos, neste mês, lembramos devotamente de Maria e devemos confirmar nossa confiança na Mãe de Jesus, nesse centenário da Aparição em Fátima e tricentenário do encontro da Imagem Peregrina nas águas do rio Paraíba.
Queridos irmãos, enquanto esteve aqui na terra, Nossa Senhora sempre foi motivo de alegria, de paz e de esperança para todos.
Queridos irmãos, neste mês vamos celebrar a Semana Santa por excelência e vivenciarmos o ápice da nossa fé, o Tríduo Pascal, Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.
Desde quarta-feira de cinzas, a Palavra de Deus vem nos fazendo um apelo forte à conversão. A quaresma é justamente a figura de uma placa de sinalização na rodovia, indicando ao condutor que errou o caminho, que precisa retornar.
Este retorno acontece no cotidiano de nossa história. Temos que “tirar a maldade de nossas ações, deixar de fazer o mal e aprender todos os dias a fazer o bem” (Cf. Is 1,16-17).
Queridos irmãos, após o tempo oportuno da Quaresma, em que fomos chamados a caminhar com Cristo no Calvário, iniciamos o tempo maravilhoso da Páscoa.
Se vivemos as práticas externas da Quaresma, com verdadeiro espírito de fé e compromisso, rasgando o coração e não as vestes, vamos colher agora os frutos da ressurreição.
Queridos irmãos e irmãs, o amor a Deus e amor ao próximo são o resultado de toda a lei e desses dois preceitos, adquirem valor e significado os preceitos restantes.
Jesus pede para amar não de qualquer jeito, é preciso amar com toda a mente, com todo o coração e com toda a alma.
Localização Igreja Matriz